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Durante atividade de Ciências da Natureza, estudantes do Sesi Furquim realizam entrevista com moradora antiga do bairro

Atividade possibilitou aprendizado sobre história local, pertencimento e valorização do patrimônio imaterial da comunidade

 Por: Stella Thomaz e Paulo Ribeiro / Comunicação Sesi-SP
02/04/202513:37- atualizado às 13:37 em 02/04/2025

Os estudantes do Ensino Fundamental, 2º anos A, B e C, da Escola SESI de Presidente Prudente – Pq Furquim, participaram de uma atividade especial que aproximou a sala de aula da história viva da comunidade. A entrevista com Helena Eugênia da Silva, moradora antiga do bairro, proporcionou um momento de troca entre gerações, estimulando a escuta ativa, a valorização da memória coletiva e a compreensão das transformações locais ao longo do tempo.

 

A iniciativa surgiu a partir do material didático de Ciências da Natureza, que propõe aos alunos a investigação sobre as mudanças na paisagem do bairro da escola. A professora Franciane Menegati identificou a oportunidade de tornar o aprendizado mais concreto ao convidar a bisavó de um dos alunos, pioneira na região, para compartilhar suas vivências. “O objetivo era permitir que os estudantes percebessem as modificações no bairro por meio do relato de alguém que vivenciou essas mudanças. A experiência foi emocionante, e os alunos demonstraram grande interesse, fazendo perguntas e tirando dúvidas com entusiasmo”, destacou a professora.

 

 

Durante a conversa, Dona Helena contou sobre como era a rotina do bairro no passado, as brincadeiras das crianças, as dificuldades enfrentadas pela comunidade e as mudanças ocorridas ao longo dos anos. “As crianças ficaram muito atentas ao que eu tinha para dizer. Elas se surpreenderam ao ouvir histórias sobre como buscávamos água no poço e sobre a liberdade que tínhamos para brincar na rua. Acho que o que elas mais querem é isso: liberdade e paz”, relatou a entrevistada.

 

A atividade também fortaleceu o vínculo entre os estudantes e a escola, reforçando o senso de pertencimento. Para a professora Simone Biliu Giroto, essa vivência contribuiu significativamente para a valorização da história local. “A entrevista trouxe uma nova perspectiva sobre a trajetória do bairro, permitindo integrar o contexto da comunidade ao currículo escolar. Isso fortalece a identidade dos alunos, pois ao conhecerem a história do lugar onde estudam, eles se sentem parte desse espaço e valorizam ainda mais o ambiente em que vivem”, explicou.


  

Iniciativas como essa demonstram a importância de conectar a educação com a realidade da comunidade, tornando o aprendizado mais significativo. “Durante a entrevista, os estudantes ficaram encantados ao descobrir que o primeiro comércio do bairro era um bar administrado por Dona Helena, onde eram vendidos docinhos e tubaína no saquinho. Também se impressionaram ao saber que, no passado, os principais meios de transporte eram a pé, de charrete ou a cavalo, e que a iluminação era feita por lampiões, enquanto o saneamento dependia de fossas” ressaltou a professora Juliana Aparecida Oliveira.

 

Essas descobertas despertaram a curiosidade das crianças e reforçaram a importância de valorizar a história local, promovendo reflexões sobre as mudanças que moldaram o bairro e a vida cotidiana ao longo dos anos. 

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